Tudo o que preciso nesse momento é ser racional.Pra me proteger, pra não me ferir, pra deixar de chorar, pra deixar de sofrer.
Mas tudo o que sinto por você é involuntário, emocional, passional, instintivo!Eu te odeio tanto, tanto, tanto e aí que eu lembro que eu te amo. Mesmo sem te ver, te tocar e te escutar, eu te amo.
Eu chego a conclusão que nunca soube o que é amar. Por que dizem que o amor é uma coisa boa, mas pra mim sempre foi sinônimo de ferida e quando uma cicatriza, outra se abre. Por isso que eu digo e repito: o amor é uma doença. Lembro-me nitidamente quando me perguntavam o que eu sentia por você e eu ria. Eu ria por que você nunca me faltava e precisei te perder pra me diagnosticar doente. No exato minuto que você se despedia da minha vida, da minha rotina eu olhei nos seus olhos, que insistiam em não olhar nos meus e disse: eu gosto de você!
Mas pra você não importava mais. Se é que um dia se importou.
Há tempos assumi minha neurose, e hoje assumo minha obsessão. Obsessão por desamores. Não pelo amor, dele não me canso nunca.
Então, por isso, eu me proibido de pensar em você, de perguntar de você, de relembrar você, de escrever de você, de evitar você e de chorar por você, como agora, estou tentando fazer. Eu vou te ignorar e agir como se você fosse um mero conhecido. Assim como faz comigo.